Estado de espírito

Enquanto isso, meu atual estado de espírito é esse...
Pedindo a Deus que me dê dias com 30h, pelo menos.
Aviso de ausência momentânea
Oi gente,
Tenho ouvido algumas reclamações pelo fato deste blog estar jogando às traças… venho dizer que não é bem assim. Estou infinitamente atarefada até o fim do ano, farei 3 concursos e ainda tenho que estudar pra passar na faculdade.
Nesse hiato não aconteceu nada relevante que mereça ser destacado. Se acontecer alguma coisa assim, impressionantemente chocante, eu apareço por aqui… se não, devo voltar para minhas reflexões de ano novo, ou só em 2010. Enquanto isso, fico falando minhas abobrinhas no twitter… já que lá eu não tenho obrigação nenhuma de ser relevante!
Saudades de vocês!
Compartilhando a frustração
“Ensaio sobre a Cegueira Sindical
Sabe qual o grande problema dos movimentos sindicais?
A cegueira.
São cegos. Todos eles. Simplesmente cegos.
Sindicalistas deixam de trazer ganhos pra classe que representam, por que insistem em olhar o mundo sob o seu ângulo.
Observam o mundo, e fazem exigências, sob sua ótica, que muitas vezes é marxista, e em outras é tão mercantilista quanto Adam Smith.
Sob sua cegueira, os ditos representantes dos trabalhadores acusam Lula ( o presidente) de ter virado as costas para a sua classe de origem. Lula não virou as costas para suas raízes, ocorre que ele agora é presidente da república, e não mais um dirigente sindical. Lula agora é Governo. Lula agora está do outro lado da mesa. Foram-se os tempos de sindicalista…
Foi-se também o tempo em que a burguesia desejava se afastar do Estado. A cada dia que passa, Estado e capital se aproximam cada vez mais. A cada dia que passa, o Governo se afasta do povo, e ruma em direção ao capital.
Mas os ditos sindicalistas não enxergam isso. Para eles, Lula deveria virar as costas para o capital, e governar para os nossos 14 milhões de miseráveis. Seria o justo, mas não é o real.
No mundo real, o Governo busca proteger o capital financeiro.Fodam-se os miseráveis.
Não há CPI contra fome, ou o desemprego, ou o caos na saúde pública. Mas há CPI contra o MST*, contra o PAC, contra a Dilma Roussef…
Hoje ouví muito a expressão “traidores da classe trabalhadora”. Falavam principalmente de Lula e Maria Fernanda, presidenta daCaixa Econômica Federal.
Maria Fernanda, que é funcionária de carreira da CEF, é tida como traidora por não conceder benefícios aos bancários, ou ceder às pressões do sindicato. Mais uma vez a cegueira sindical entra em ação.
Maria Fernanda representa uma empresa. Ela é o patrão, não o funcionário.
Apesar de ter vindo da base, Maria Fernanda não compõe a base. Não mais. Maria Fernanda agora compõe uma outra categoria: a dos banqueiros.
E o erro do sindicato está justamente em acreditar que bastaria ter saído das bases, para que houvessem benefícios. Ledo engano.
Gastam mais tempo reclamando da pseudo-traição à causa operária, do que planejando um movimento grevista forte e coeso. Sentam-se à mesa, achando que suas probostas são o ápice de uma justiça social sonhada por muitos. Outro ledo engano.
Tomo por base a última campanha salarial dos bancários.
Dizem ter mobilizado toda a bancada potiguar em Brasília, em prol dos bancários. Em nada ajudou. Ao que parece, a soma dos parlamentares potiguares é políticamente nula. E ainda falam em vitória….
Chingam Lula e Maria Fernanda, como se eles fossem os culpados. Mais um, em uma sucessão de ledos enganos.
A culpa de todas as perdas da classe trabalhadora, são os sindicalistas e sua cegueira sindical.
Dispostos a tudo para provar que o atual sistema é falido, negligenciam seus próprios interesses classistas.
Na luta para derrubar um Governo, negligenciam sua própria classe. Transformam uma luta classista, em uma luta partidária. Tornaram-se verdadeiros chutes nos pés.
E ainda bradam a plenos pulmões, que militam nesta cegueira a 20, trinta anos….acusam-se de pelegos. Mas falta-lhes coragem.
Coragem para manter uma posição conquistada. Coragem para abrir mão de seus cargos comissionados e suas verbas de gabinete. Falta coragem para ir votar.
Falta coragem para ser aquilo que seus discursos queriam que fossem.
O sonho acabou, e com ele, a chance de mudar o mundo.”
Texto de Bony, que compartilha comigo a frustração de ver as nossas necessidades, como bancários, sendo usadas como meras bandeiras de campanha… finda esta greve, só me sinto desrespeitada e derrotada.
Aniversário
Hoje é nosso aniversário de 6 anos de namoro. Sim, nós contamos os anos de namoro e não os de casamento. Porque se é pra comemorar, que seja a comemoração do nascimento do sentimento, e não a da união legal. Esse ano, não pretendo fazer um post bonitinho, romântico…
Só vim aqui pra dizer que o amor é possível! Quando você menos espera, ele cai no seu colo… e se você não se jogar, nunca vai saber o que perdeu!!
Eu e a gastrite
Há uns anos atrás eu fiz um tratamento contra gastrite. Na verdade, na época eu nem sabia que tinha gastrite… não sentia dor, nem azia, nem nada… só uma fome que nunca acabava… fui parar no consultório do gastroenterologista quando fui investigar um problema de acne…
Meu gastro me informou que minha gastrite se devia única e exclusivamente aos meus maus hábitos à mesa… muito café, refrigerante, e alimentação gordurosa e picante… durante mais de um mês, minha alimentação ficou restritíssima… praticamente só podia comer arroz branco e maçã…
Pois bem, meu estômago decidiu rebelar-se novamente… dessa vez com dores fortes, e aquela velha fome que nunca se acaba (por isso a pessoa não consegue emagrecer). Por hora, acho que não vou voltar ao gastro… mas estou aqui tomando a difícil decisão de cortar o café… Gzuz! O que será de mim??? E tome chá de camomila pra acalmar meu dragão!!
Isso me leva a outro problema, como vou acordar sem café?

Dia das Crianças
Quando eu era criança, eu e meus irmãos não ganhávamos presentes caros. Meus pais tinham quatro filhos e pouca grana. Os presentes melhores ficavam para o aniversário, e mesmo esses não eram tão caros assim… Dia das crianças era sinônimo de um brinquedinho fuleiro e olhe, olhe. Algumas pessoas lembrariam disso com pena de si mesmos… oh! Pobre de mim… Eu não!
Meus dias das crianças, ao contrário do que se possa imaginar… eram sempre divertidíssimos… tinha festinha na escola, no dia anterior…antecipando que o dia seguinte era só nosso… o dia 12 era dia da minha mãe preparar um lanche especial, quando os presentinhos bestas eram entregues. Era sempre um dia mágico, porque aquele era o nosso dia… Não tinha dever da escola, não tinha horário pra brincar, a gente podia comer bala e chocolate à vontade, podia aprontar tudo, e nunca levava bronca.
O dia das crianças é isso, um dia pra ser feliz e ser criança, sem restrições. Os brinquedos são o que menos interessa. Pobres das crianças que têm que se contentar com os brinquedos caros.

Criança não precisa de muito pra ser feliz.
Perdida
Hoje eu me perdi na estrada. Estava eu, indo com minha mãe para a cada de minha avó que fica em Parnamirim, quando minha mãe decidiu me ensinar um caminho alternativo… O problema é que ela também não sabia bem o caminho alternativo. Entramos numa estradinha estreita lá pelos lados de Nova Parnamirim… E de repente demos de cara com o nada…
Nada de um lado, nada de outro… uma estradinha mal iluminada cercada de mato por todos os lados. Não sei se pelo fato de eu não ser uma motorista de longa data, mas minha mãe ficou apavorada quando notou que eu escolhi (em duas bifurcações) o caminho errado… Óbvio que se eu continuasse seguindo a estrada chegaria a um lugar maior… no qual me localizaria mais facilmente.
Eram 17h30, o sol estava se pondo… e ao contrário da minha mãe, eu adorei estar naquela paisagem tão diferente do meu dia-a-dia, naquela hora, com a lua cheia gigante e luminosa. Pena que não dava pra descer do carro e tirar uma foto, não havia acostamento, claro. Voltamos numa boa à civilização, mas foi engraçado me sentir perdida por uns minutos…

Esse é o caminho que eu SUSPEITO que fiz pra chegar à Parnamirim... Notem a quantidade de "nada" que tem ao redor da estrada.
Porque os bancários fazem greve?
Quando se pensa em um emprego público, vem à cabeça um emprego bem remunerado, uma série de benefícios, a impossibilidade de ser demitido, resumindo, pouco trabalho e muito dinheiro. De fato, os bancários já foram uma classe beneficiada. Na década de 80, bancários em início de carreira ganhavam entre 20 e 25 salários mínimos. Não são raros os casos de pessoas que trocaram empregos na Petrobrás, em Tribunais e até de Fiscais da Receita para trabalhar em um banco… contam até a anedota do colega que largou a Petrobrás pela Caixa porque o Petróleo ia acabar… hoje, esse gerente ganha menos da metade do que ganharia na petroleira… O mundo dá volta, e esses bancários hoje se arrependem amargamente… fazem piada entre si: “Quem mandou não estudar?” A verdade é que esses colegas mais antigos ainda gozam de um salário e benefícios inimagináveis para quem ingressa agora como funcionário dos bancos. Eles acumularam muitas perdas ao longo dos anos sim, (foram 10 anos nos governos Fernandos sem 1 centavo de aumento, o que levou a um achatamento do salário), mas o poder aquisitivo deles não é dos piores.
No entanto, os bancários novos, ingressam na “carreira” ganhando cerca de 3 salários mínimos – Sim, eu sei que o salário mínimo se valorizou ao longo dos últimos anos, mas em relação ao poder de compra não é nenhum ótimo salário - e não é difícil, em cidades como São Paulo, Brasília e Rio, ver que bancários não tem condições de pagar um aluguel decente e transporte para trabalhar. Hoje, ser bancário é uma carreira temporária, ninguém pretende passar o resto da vida como funcionário de um banco, porque as perspectivas são poucas.
O que é mais difícil de compreender, no entanto, é como o show de lucratividade dos bancos é maior a cada ano, e os banqueiros são caras de pau o suficiente para oferecer aumentos ridículos. Esse ano, a Federação dos Bancos ofereceu 0,06% de aumento real. E eles querem que a gente acredite que só podem oferecer isso mesmo? Participação nos Lucros? É a pior piada de todas, ano a ano os lucros aumentam e impressionantemente a PL cai… isso porque sempre há um contador de plantão para fazer manobras contábeis de última hora para justificar que a lucratividade não foi bem essa…
Não gosto de greve, acho que todos perdem. A gente que fica pagando horas até o fim do ano, a categoria que se desgasta por índices ridículos de aumento, os bancos que deixam de fazer negócios, e a sociedade que sofre os transtornos dos dias parados. No entanto, se a cara de pau é tamanha ao ponto de me oferecerem R$0,88 de aumento, se não fizermos greve, o que nos espera em 2010? Um corte salarial?? De uma certa maneira, somos forçados à greve. Apesar do transtorno que ela causa a todo cidadão, são os banqueiros quem perdem, afinal, numa greve de 30 dias, são 1/12 do ano sem fazer negócios… e é de negócios que a receita de um banco é feita. E se mesmo assim, com essa perda, eles endurecem e fazem pouco dos bancários, é porque a perda ainda é pequena.
Enfim, essa é só a causa financeira, ainda temos o assédio moral, a sobrecarga de trabalho em razão do reduzido quadro de pessoal (bancário trabalhando só 6h é praticamente lenda), os desrespeitos aos direitos trabalhistas, aos direitos adquiridos, a falta de isonomia, demissões sem justa causa, um milhão de outras coisas… que entram em pauta na greve, são negociadas, acordadas e não cumpridas até a próxima greve. Se existem alternativas à greve? Talvez. E se os bancários fizessem uma greve branca? Por exemplo, um ano sem vender produto X ou Y? Talvez o resultado fosse muito mais expressivo… mas infelizmente não somos uma categoria tão unida para conseguir uma coisa dessas… Quem sabe na próxima campanha salarial?
Dedicação exclusiva
Você vive ligado em 220v. Estuda, trabalha, resolve os problemas dos amigos, da família, faz unha, depilação, cabelo, compras no supermercado, abastece o carro, leva trabalho pra casa, e nada disso te abala. Como se tudo isso não fosse suficiente… uma doença na família é o maior remédio pra quebrar a rotina.
Nada mais importa! Não me falem em greve, em notícias da semana, irã, EUA, inflação, crise, arrombamento na casa do meu vizinho, festa de aniversário, batizado, nada disso me interessa! Nos próximos 15 dias eu sou apenas enfermeira!
p.s.: Não é nada demais, o marido apenas passou por um susto e está em recuperação… mas eu sou uma mulher muito preocupada, e super-protetora… imaginem quando eu tiver filhos!
Moda, dita-duríssima!
Essa entidade didadora, que faz as mulheres usarem os apetrechos mais absurdos e se acharem lindíssimas! Aquela que traz à moda aquela coisa que na semana passada seria citada com exemplo de mal gosto, mas que agora é tendensya! Em geral, eu passo ilesa por esta ditadura… e continuo vivendo minha vida de blusa preta e jeans… Mas tem horas em que a pessoa se indigna. E eu tenho que falar…

É sério, que você faz essa produção e sai de casa se achando linda? Procure um psiquiatra urgente! Jeans malamanhado, calça com os fundos de Aladim, bege e óclinhos 80’s?? Porque as mulheres são tão sem noção? Até Jeniffer Aniston fica mocoronga assim…





